sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Nova estratégia nos próximos dias para retirada do combustível existente no navio sul-coreano

Retirada do combustível existente no navio sul-coreano
Retirada do combustível existente no navio sul-coreano

A empresa holandesa Smit deve apresentar nos próximos dias uma nova estratégia para a retirada do combustível existente no navio sul-coreano Vale Beijing. Os técnicos da empresa fizeram novas tentativas durante o dia de ontem para remover o óleo para uma chata, uma espécie de balsa, porém, não tiveram êxito. A chata continuou oscilando e batendo contra o Vale Beijing apresentando risco de vazamento de óleo e por isso a operação foi cancelada, conforme tinha anunciado a Capitania dos Portos do Maranhão.

O comandante da Capitania, Capitão de Mar e Guerra Nelson Ricardo Calmon Bahia, informou que apesar de não existir um prazo para a Smit apresentar uma nova estratégia para a retirada do combustível, um novo planejamento pode ser anunciado ainda esta semana. "Eles estão estudando alternativas e acredito que até mesmo amanhã [hoje] poderão definir um novo procedimento", comentou.

Mesmo com o fracasso da primeira operação, a chata com capacidade para receber 5 mil toneladas de óleo permanecerá em São Luís. A embarcação poderá ser usada para transportar o combustível que for retirado a partir de outro procedimento. Segundo o capitão Nelson Calmon Bahia, uma estratégia seria o uso de um navio-tanque de reabastecimento, só que a embarcação faria o processo inverso, retirando o óleo.

Segundo o comandante da Capitania dos Portos, a necessidade em remover o combustível do navio é uma precaução para evitar riscos de vazamento do produto e também uma forma de facilitar a realização dos reparos. Devido ao porte da embarcação, que tem capacidade para transportar 400 mil toneladas de minério, as manobras precisam ser planejadas previamente para evitar agravamento da avaria.

O problema com o tanque de lastro do Vale Beijing foi identificado no dia 4 deste mês por técnicos da empresa STX Pan Ocean, a proprietária do navio. Apesar do tempo que a embarcação permanece em águas maranhenses, a Capitania dos Portos informou que não há impedimentos legislativos em relação ao tempo que o navio pode ficar aqui. "Foi detectado que existe um problema e que está tentando ser solucionado, há um risco se a embarcação seguir viagem", destacou o comandante Nelson Calmon Bahia.

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