quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Revelada identidade de policial morto durante assalto em rodovia

Francisco Epitácio Lima foi morto durante assalto a ônibus da empresa Progresso na BR-135.

SÃO LUÍS - Assalto na madrugada desta quinta-feira (31), a um ônibus da empresa Progresso, na BR-135, nas proximidades do município de Santo Antônio dos Lopes, a 310 Km da capital maranhense, resultou na morte do policial militar, Francisco Epitácio Lima Gomes, lotado no batalhão do município de Barra do Corda.
De acordo com o vereador do município de Grajaú, José Aron, que estava no interior do ônibus, os cinco assaltantes entraram no veículo, que fazia o trajeto Grajaú-São Luís, e anunciaram o assalto. "Nós fomos surpreendidos pela ação dos bandidos. Eles agiram na passagem do ônibus em um quebra-mola. Levaram dinheiro, joias, celulares, entre outros objetos dos passageiros. O policial que estava sentado no último assento do ônibus reagiu ao assalto disparando vários tiros. Um dos bandidos acabou ferido. Infelizmente, o policial também foi baleado e acabou morrendo", comentou.
O vereador conta que os assaltos a ônibus naquela região tem ocorrido constantemente. Ele afirmou que já foi assaltado seis vezes dentro de ônibus interestadual, sendo nessa região da BR-135.
O policial militar ainda foi socorrido e levado para um hospital no município de Peritoró. O corpo já foi entregue aos familiares em Barra do Corda.
Até o momento a polícia não conseguiu localizar a quadrilha.

Duas mulheres morrem em acidente na BR-402

O carro em que elas vinham bateu em um cavalo e capotou nas proximidades de Chapadinha.

SÃO LUÍS - Duas mulheres morrem em acidente, ocorrido por volta das 19h desta quarta-feira (30), na BR-402, nas proximidades do município de Chapadinha. Trata-se de Carla Fernando Silva Frazão, de 18 anos, e Hagda Alves Ferreira, de 70 anos, residentes no bairro Bom Jesus, na capital maranhense.
Segundo informações, o Siena - de placas NNI-3465 bateu em um cavalo e capotou. Dos cinco passageiros do automóvel, duas perderam a vida.

Rodoviários fazem protesto para garantir plano de saúde para colega

Edson Conceição foi baleado e internado no Socorrão II.

No fim da tarde de ontem, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado do Maranhão (Sttrema) descartou a possibilidade de uma paralisação no sistema de transporte coletivo de São Luís a partir de hoje. Motoristas e cobradores de ônibus da cidade pretendiam suspender as atividades em protesto hoje, caso o motorista Edson Conceição Pinto, baleado durante um assalto no sábado, dia 26, não fosse transferido para um hospital particular da cidade. O funcionário da Viação Primor foi atingido com um tiro no pé, disparado por assaltantes, no retorno da Forquilha, e levado para um hospital da rede pública, pois ainda não havia sido incluído no plano de saúde oferecido pela empresa. No momento do assalto, a vítima estava de folga e conduzindo uma motocicleta.
Na terça-feira, dia 29, os motoristas da Primor fizeram um ato em frente à empresa. Desde o dia do assalto, Edson Conceição estava internado no Hospital de Urgência e Emergência Dr. Clementino Moura (Socorrão II), na Cidade Operária, e ontem foi transferido para a Santa Casa de Misericórdia, no Centro.

Polícia Federal descobre fraude contra a previdência

Treze moradores de Caxias são presos sacando benefícios do salário-maternidade em Teresina.


Treze moradores de Caxias são presos sacando benefícios do salário-maternidade em Teresina.

Conheça uma das casas mais estreitas de São Luís

O proprietário cobra R$ 200 pelo aluguel do imóvel, que foi construído há oito anos sem a supervisão técnica de um engenheiro.

SÃO LUÍS - De quanto espaço alguém precisa para morar bem? Muitos certamente responderão essa pergunta dizendo que não é preciso muito para ser feliz e, portanto, uma casa ou apartamento pequenos bastariam. Mas existe uma construção em São Luís que, de tão estreita, chama a atenção e faz questionar como alguém consegue viver em um espaço tão limitado. Trata-se de uma residência localizada na Avenida Senador Vitorino Freire, no bairro da Madre-Deus. A casa foi construída em cima de uma borracharia há oito anos e, na parte mais estreita, não possui mais que 80 centímetros de largura.
Foto: Biné Morais/O Estado.
Os atuais moradores, o casal Vera Lúcia Bezerra e Wendel Ramos, já estão estabelecidos no local há um ano e, apesar do pouco espaço, dizem que gostam de viver ali. "Antes, a gente morava num lugar muito perigoso, e era muita humilhação. Mas, graças a Deus, agora a gente é feliz aqui", diz Vera Lúcia. A moradora defende, ainda, que é possível encontrar a felicidade mesmo nas condições em que o casal se encontra: ela, sofrendo de cálculo renal e desempregada há quatro meses; ele, sem um emprego formal há mais de 10 anos e fazendo apenas 'bicos' como pedreiro. Ambos vieram do interior do Estado ainda jovens e já viveram em lugares maiores, mas garantem que hoje moram muito melhor na casa estreita do que em suas antigas residências.
Quem, no entanto, faz uma visita a Vera Lúcia e Wendel, logo percebe que as restrições do casal vão bem além do espaço, já que eles não têm dinheiro para comprar sequer um fogão, uma geladeira ou uma cama. Na casa, há apenas um banheiro e um quarto, onde cabem somente um colchão de casal, uma rede e um pequeno armário. Para se ter uma ideia das proporções da construção, a parte mais larga não consegue comportar nada além do armário e do colchão. Ainda assim, o aluguel da residência custa R$200.
Foto: Biné Morais/O Estado.
O proprietário da casa, Edmilson Santos, é, também, o dono da borracharia que funciona no andar térreo. Ele garante que a obra é segura, porque os muros têm estrutura reforçada. Entretanto, admite que a construção foi projetada sem a supervisão de um engenheiro. E a falta de um acompanhamento técnico pode pôr em risco tanto os moradores, quanto as pessoas que circulam nas proximidades da obra. No caso específico da casa estreita da Madre-Deus, alguns problemas são evidentes.
Segurança
Segundo o engenheiro civil Jorge Creso, professor do departamento de Engenharia das Construções e Estruturas da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), uma das irregularidades visíveis é o fato de o imóvel estar localizado sobre o passeio público, uma vez que existem afastamentos mínimos do eixo da rua que devem ser cumpridos. Outro problema apontado por ele é a escada de acesso à casa, que fica no meio da calçada, obrigando os pedestres a transitar pela rua para desviar do obstáculo. Quanto à durabilidade da construção, o engenheiro diz que seria necessária uma análise técnica mais aprofundada para dizer quanto tempo a casa continuará firme sobre o muro.
"Uma residência deve atender a normas arquitetônicas, tendo espaços mínimos pré-definidos para seus cômodos, buscando não somente dar conforto aos usuários, mas permitir condições de saúde e salubridade aos ocupantes. Espaços muito pequenos podem levar os ocupantes a doenças, inclusive psicológicas", conclui Jorge Creso.
Sendo a obra segura ou não, o fato é que a casa virou atração na cidade, despertando o interesse de muitos curiosos, entre ludovicenses e turistas, que vão constantemente ao local para tirar fotos e fazer perguntas. Muitos deles acreditando estar diante da casa mais estreita da cidade.