segunda-feira, 4 de junho de 2012

Candidatos definem as datas para realização das convenções eleitorais

Prazo para a Justiça Eleitoral começa no próximo dia 10 e vai até o dia 30 deste mês.
SÃO LUÍS - Os principais candidatos a prefeito de São Luís e do restante do Estado do Maranhão já têm previstas as datas pra realização das convenções que irão homologar as chapas e coligações para a disputa. O prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral começa no próximo dia 10 e vai até o dia 30 deste mês. Dos candidatos que devem disputar as eleições na capital maranhense, apenas Marcos Silva (PSTU) e Haroldo Sabóia (PSOL) ainda não definiram uma data provável para oficialização da campanha.
Líder de uma coligação que deverá contar com PT, PMDB, PV, PTB, PSD, PR, DEM, PSC, PRB e outras pequenas legendas, o vice-governador Washington Luiz (PT) tem previsão de realizar convenção eleitoral entre os dias 23 e 28 deste mês. “Estamos estudando uma melhor data entre estas”, revelou a governadora Roseana Sarney (PMDB), na quinta-feira. Roseana apoia a candidatura do petista e vê a convenção como fator de consolidação da competitividade do aliado.
Segundo explicou o presidente do PMDB em São Luís, deputado estadual Roberto Costa, já na semana que vem a legenda irá se reunir para definir a indicação do vice de Washington Luiz. Além dos peemedebistas Afonso Manoel e Conceição Andrade, concorre à vaga o petebista Roberto Fernandes.
Racha - Embora ainda não tenha definido o seu candidato – e corra risco de um possível racha após esta definição – os partidos que compõem o “consórcio oposicionista” (PCdoB, PSB, PDT, PTC, PPS, PRTB e PHS) já definiu para o dia 30 a sua convenção. “Nós estamos estudando, mas é provável que seja no dia 30”, disse o presidente do PCdoB municipal, Márcio Jerry. Segundo ele, a coligação deve se desmembrar em várias outras subcoligações, para a disputa das vagas na Câmara Municipal.
Para garantir a unidade e a data da convenção, o “consórcio oposicionista” começou a se reunir ontem, na última etapa de conversas para definição do candidato. Concorrem à vaga de candidato a prefeito o deputado federal Edivaldo Holanda Júnior (PTC), a deputada estadual Eliziane Gama (PPS), o ex-prefeito Tadeu Palácio (PP) e o ex-deputado federal Roberto Rocha (PSB).
Com a campanha encaminhada, após longo período de desgaste, o prefeito João Castelo (PSDB) deve realizar a sua convenção no dia 23, segundo a assessoria do tucano. Castelo intensificou as conversas com outros partidos para garantir o maior número de aliados no palanque. Por enquanto, no entanto, apenas o próprio PSDB aparece na lista de partidos.
Caberá ao seu secretário de governo, José Reinaldo Tavares (PSB), conseguir cooptar partidos que estejam na oposição. “Nosso trabalho é chamar os partidos a compor. Queremos a oposição unificada, não só agora, mas em 2014”, afirma o ex-governador, que sonha ter no mesmo palanque o tucano João Castelo e o comunista Flávio Dino.
Mas se depender da oposição, Castelo vai ter que cancelar a convenção do dia 23, já que o encontro da oposição deve acontecer sete dias depois do seu – e ainda estão neste grupo legendas como PDT, PSB e PPS, que o prefeito quer ter em sua aliança.
A partir do fim das convenções, com os candidatos a prefeito, vice e a vereador já definidos, começa a campanha eleitoral propriamente dita, com as manifestações de rua. A propaganda eleitoral no rádio e na TV começa em 20 de agosto.
Chapões enfrentam resistência na disputa de vereador em SL
PT e PMDB buscam um acordo para formar um chapão; PCdoB decidiu que sairá sozinho
Embora os candidatos a prefeito tenham interesse em reunir o maior número de partidos em suas coligações majoritárias – para garantir, sobretudo, o maior tempo possível no horário eleitoral gratuito –, estes chamados “chapões” não são bem-vistos pelos candidatos à Câmara Municipal. A tendência é que as grandes coligações se subdividam em várias outras para a disputa proporcional. E há casos de partidos que preferem sair com sua chapa pura de candidatos a vereador.
Na coligação do vice-governador Washington Luiz, o interesse do PMDB, PTB e PSD, principalmente, é a formação de chapa pura para a disputa também de vereador. As razões são óbvias: apesar de terem candidatos fortíssimos para a disputa proporcional, estas legendas não têm quadros suficientes para compor a chapa, a menos que se juntem todas na mesma chapa. “O PMDB defende o chapão como melhor forma de garantir a maioria das vagas na Câmara”, prega o deputado Roberto Costa.
Esta estratégia não é bem-vista pelo PT, partido do candidato a prefeito. Os petistas já tiveram várias rodadas de negociação com os peemedebistas, mas não chegaram a um acordo quanto à formação do chapão. “Nós temos quadros suficientes para eleger nossos vereadores”, diz o presidente regional, Raimundo Monteiro.
Roberto Costa rebate: “É preciso entender que a formação da chapa proporcional visa fortalecer a candidatura majoritária. E, neste caso, alguns sacrifícios precisam ser compreendidos”.
O principal problema é o DEM, que tem apenas o vereador Sebastião Albuquerque como candidato. Sem uma coligação que lhe garanta espaço para disputar vagas, ele corre o risco de não se reeleger, mesmo obtendo os mais de 7 mil votos da eleição passada. Tanto que a direção do DEM já cogita coligação com o PSDB, do prefeito João Castelo, como forma de salvar o mandato do seu vereador.
No “consórcio oposicionista”, esta questão parece já resolvida. “A coligação proporcional não será a mesma da majoritária. O PCdoB, por exemplo, sairá com sua chapa própria”, explicou Márcio Jerry. O máximo que pode ocorrer neste grupo é a reunião de dois ou três partidos em uma mesma coligação.
As pequenas legendas formarão alianças entre si, com o objetivo de garantir entre duas e três vagas, as que sobrarem da disputa dos chamados grandes partidos.

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