segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Situação de hospitais Socorrão I e II é investigada pelo MPE

Nesta semana, Vigilância Sanitária encaminha relatório de vistorias ao Ministério Público.
ta matéria.
Foto: Arquivo/Flora Dolores/O Estado
SÃO LUÍS – A Vigilância Sanitária encaminha, nesta semana, ao Ministério Público o relatório das vistorias nos hospitais municipais Djalma Marques (Socorrão I) e Clementino Moura (Socorrão II), feitas na semana passada. Mesmo com diversos problemas, de acordo com a Vigilância Sanitária, os dois principais hospitais urgência e emergência não serão interditados. A alegação é de que não há para onde levar os pacientes.
Falta de material hospitalar, de medicamentos como psicotrópicos e antibióticos, falta de alimento adequado para os pacientes, alimentos sendo acondicionados de forma irregular, mofo na sala de conservação dos alimentos foram alguns dos problemas identificados. Além disso, também, foram identificadas péssimas condições de trabalho na cozinha do hospital, funcionários trabalhando de chinelo, infiltração nas pias e falta de refeição adequada para funcionários e pacientes.
Agora, a situação da saúde pública chega ao Ministério Público Estadual (MPE). Segundo o MPE, já existem vários inquéritos civis instaurados para apurar as condições sanitárias e administrativas dos hospitais da rede municipal de São Luís. Algumas ações tramitam na Justiça. De acordo com o promotor de Saúde, Herbert Figueiredo, o grande problema é a alta demanda dos dois hospitais. "A situação dos Socorrões I e II já é objeto de investigação há muito tempo, desde 2003, para se ter uma ideia. O que ocorre, hoje, nesses locais de emergência, é que eles não têm estrutura para atender à demanda que eles atendem atualmente, principalmente, considerando 60% da demanda que ocorre do interior do Estado, agravado pela situação de que os hospitais não recebem uma manutenção preventiva periódica. Isso compromete, ainda mais, o atendimento", disse em entrevista ao Imirante nesta segunda-feira (12).
Herbert Figueiredo explica que a promotoria vai acionar o prefeito eleito para a próxima gestão, Edivaldo Holanda Jr., para avaliar a interdição de um dos hospitais ou adoção de medidas para solucionar o problema. "Nós não temos, em verdade, um hospital, hoje, estruturado para realizar os serviços de urgência e emergência na capital. O que nós temos são estruturas acanhadas, construídas há mais de 20 anos, quando São Luís tinha 400 mil habitantes. A cidade está crescendo e você não tem um planejamento de saúde pública para a capital", afirma. "A questão de que os hospitais não podem ser interditados eu vejo com um pouco de reserva, porque a gente já procedeu com essa medida uma vez. Não foi judicial, mas administrativa", completa o promotor.
Os dois hospitais, também, foram alvo de fiscalização da Comissão Nacional de Defesa dos Direitos Humanos.

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