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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Professor acusado de incentivar abuso sexual é preso em Carutapera

Foi preso na sexta-feira, 9, em Carutapera (localizado a 560km de São Luís), o professor de esportes José Clodomir Costa Ferreira, que responde a processo por ter incentivado uma criança com problemas mentais a fazer sexo oral em um adolescente em uma quadra de esportes, onde ministrava aula. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça a pedido da promotora de justiça Laura Amélia Barbosa, da Comarca de Carutapera.
O delito, ocorrido em outubro de 2011, foi filmado e amplamente divulgado no referido município. A princípio, o MPMA pediu o afastamento do professor, bem como do servidor do censo escolar Benedito Marcio Cruz, responsável pela divulgação das fotos.
Uma decisão judicial determinou o afastamento de José Clodomir Ferreira de quadras esportivas frequentadas por crianças e adolescentes, mas o professor ignorava a ordem da Justiça. A Polícia Civil local conseguiu flagrar e fotografar o professor em meio a vários adolescentes, em uma quadra de esportes.
Diante das provas, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) pediu a prisão preventiva do professor, que foi deferida pelo juiz Paulo Roberto Brasil Teles, da Comarca de Maracaçumé, para o qual o processo fora encaminhado após o juiz de Carutapera ter se julgado suspeito para continuar no feito.
O juiz de Maracaçumé também determinou que Benedito Marcio Cruz fosse afastado de suas funções bem como proibido de frequentar quadras de esportes e locais similares frequentados por crianças e adolescentes. O objetivo é evitar que os denunciados voltem a cometer condutas delituosas.
Os crimes pelos quais José Clodomir Ferreira é acusado são tipificados nos arts. 240 e 241 da Lei 8.062/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Emap projeta Porto do Itaqui com capacidade para 150 milhões de toneladas até 2031


Itaqui %u2013 Porto do Maranhão deverá ser um dos mais modernos do Brasil e um dos mais importantes do mundo, segundo presidente da Emap
Itaqui %u2013 Porto do Maranhão deverá ser um dos mais modernos do Brasil e um dos mais importantes do mundo, segundo presidente da Emap
O lançamento, quarta-feira (07), da pedra fundamental do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), que importará num investimento superior a R$ 500 milhões, torna realidade um dos mais ousados projetos com vistas a modernizar o Itaqui, mas é apenas um dos pontos do que está sendo planejado pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap). “Competitividade é a nova dinâmica da atual gestão da Emap. Tornar a empresa mais competitiva, num cenário público, é o nosso grande desafio”, disse o presidente, Luís Carlos Fossatti, ao discursar na solenidade. 

De acordo com Fossati, as metas para os próximos 20 anos visam a criação de uma linha ascendente, muito mais além das mais de 15 milhões de toneladas que deverão passar pelo Porto do Itaqui este ano, compreendendo granéis líquidos e sólidos e carga em geral. “Nosso objetivo é alcançar 150 milhões de toneladas até 2031”, acrescentou ele.

Dentre os empreendimentos previstos para serem concluídos nas próximas duas décadas estão a recuperação estrutural dos berços 101 e 102 (já consolidada), término da construção do berço 100 e alargamento do cais Sul; construção de um píer petroleiro; e um novo terminal de passageiros, na Ponta da Espera, que vai ser de grande utilidade para o setor de turismo, já que poderá colocar São Luís, em definitivo, na rota dos grandes cruzeiros marítimos.

Este projeto de expansão, como explica o presidente da Emap, implica em investimentos que superam a marca dos R$ 6,4 bilhões, recursos que serão captados através de parcerias com os governos da União e do Estado, além de verbas próprias da empresa, bem como da iniciativa privada, que, segundo Fossatti, são as mais interessadas na transformação da estrutura portuária maranhense numa das mais modernas.

Parceria
De acordo com o secretário do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Maurício Macedo, o que foi feito com vistas à viabilização do Terminal de Grãos é o primeiro exemplo concreto da Parceria Privada Pública, “que é mais ousada que Público Privada”, e isto demonstra o quanto a Emap vem sendo uma empresa ousada em seus propósitos.

O secretário faz questão de reconhecer que o Maranhão é um dos estados que concentram maiores índices de pobreza do Brasil, entretanto sua gente, seus governantes, seu empresariado vêm dando exemplos de superação. A modernização do Itaqui é um exemplo disto, pois está sendo preparado para ser um porto modelo, que vai aproximar mais o estado dos maiores mercados mundiais.

Macedo recorda que muitas coisas estão ocorrendo no mesmo tempo em que o Itaqui avança: rodovias e ferrovias sendo duplicadas, novos empreendimentos vindo para o Maranhão, Canal do Panamá sendo alargado, ou seja, é preciso estar preparado para acompanhar esta dinâmica.

Adolescente de 15 anos mata a mãe com uma facada no pescoço

Um adolescente de apenas 15 anos, matou a própria mãe e deixou o cadáver coberto para dificultar o achado. A tragédia abalou a população do Bairro José Reinaldo Tavares, onde aconteceu o fato, neste final de semana.

Em depoimento ao delegado Rosânio Alves Costa, o adolescente de 15 anos, disse que estava na noite da última quinta-feira (8), na casa de um tio seu assistindo TV, quando viu sua mãe chegar em casa e, por volta das 22 horas também foi para casa. Quando cehegou, a mãe teria começado a brigar com ele, munida com um pedaço de pau.

Ele disse ainda, que a mãe teria partido para cima dele com o pedaço de pau na mão ameaçando-o. O adolescente, então, tirou uma pequena faca que levava à cinta e desferiu um golpe na garganta da própria mãe. Vendo-a sangrando muito, o adolescente conta que tentou conter o sangue com um pedaço de pano, mas nada conseguiu, então observou que sua mãe havia falecido e a deitou na cama.

Momento depois, teria se apavorado com o fato e levou o cadáver para a cozinha da casa e cobriu com um colcha e outros pedaços de pano, para dificultar o achado. Pela manhã, seu tio esteve ali mas não foi até à cozinha.

O adolescente contou que por volta das 11h de sexta-feira (9), seu pai teria chegado em sua casa e o teria levado. Ele passou a tarde na companhia do pai, e no início da noite foi para a casa dos avós paternos, onde momentos depois chegaram policiais militares acompanhados do tio do adolescente infrator. 

Na ocasião ele confessou o crime e foi levado para o Plantão da Polícia Civil na Cidade Operária, onde prestou depoimento. O caso será apurado pela Delegacia do Adolescente Infrator-DAI.

Professor é assassinado com várias facadas em sua própria residência

Durante a madrugada deste domingo (11), no bairro do Tibiri, quatro homens invadiram a casa do professor José Ribamar Cantanhede Pereira, 72 anos, conhecido como "Pelado", e o mataram com várias facadas. 

Os motivos que levaram ao crime bárbaro ainda são desconhecidos. De acordo com informações da polícia, por volta de 01h30 da madrugada de domingo, moradores do Tibiri teriam ouvido gritos vindos da moradia do professor José Ribamar e foram até a residência, porém, quando chegaram ao local não viram mais ninguém, apenas a vítima ensangüentada e morta. A Polícia Militar foi acionada e compareceu no local. Ainda fez várias buscas, na tentativa de identificar suspeitos, mas ninguém foi encontrado.

O caso passará a ser investigado a partir desta segunda-feira (12) pela Delegacia de Polícia do São Raimundo (15º DP). 

Há a suspeita de que o professor José Ribamar teria sido vítima de uma trama armada por pessoas próximas dele. O corpo do educador foi velado na Escola Juvêncio Matos, no Tibiri, onde ele trabalhou por muitos anos.

Mais de 15 corpos deram entrada no IML neste fim de semana

O último corpo a dar entrada no instituto foi de um garoto de 15 anos, atropelado na BR-135.

SÃO LUÍS – O plantão deste fim de semana no Instituto Médico Legal (IML) foi muito movimentado. De sexta-feira (9) até a madrugada desta segunda-feira (12), foram mais de 15 mortes. O último corpo a dar entrada no instituto foi o de Marco Antônio Santos, de 15 anos, morador do bairro Cruzeiro do Anil, que foi vítima de atropelamento por caminhão na BR-135.
José Francisco Cardoso foi morto com uma facada no peito, durante assalto em Itapecuru Mirim. Cleiton Frazão, de 22 anos, morador do Maracanã, foi vítima de arma branca. José de Ribamar, também foi vítima de arma branca, no bairro do Tibiri. Heloisa Trindade morreu em um acidente de transito.
Wellington Costa Cantanhede morreu após ser baleado, bairro do João Paulo. Robson de Jesus, de 25 anos, morador da Cidade Olímpica, foi vítima de arma branca. Rômulo Silva Alves, de 24 anos, morador da Avenida Principal do povoado de Matinha, em São José de Ribamar, foi ferido com arma de fogo e faleceu.
Fábio César Rodrigues Oliveira, de4 31 anos, foi vítima de arma de fogo, no sábado (10), por volta de 12h, na Forquilha. Ele estava em uma moto, quando foi abordado por dois homens em outra moto. O passageiro atirou nele.
Deivison Oliveira, morador do bairro Nova Aurora, também foi vítima de arma de fogo. José Firmino se suicidou por enforcamwnro
Paulo César Silva Rabelo, morador do Anjo da Guarda, foi alvejado na cabeça por um criminoso identificado como Pé de Pato e estava internado em estado grave. Ele morreu neste fim de semana. Ismael Pereira morreu no sábado (10) de madrugada, no Moropóia.
Evanilson Silva foi alvejado com quatro tiros no Coroadinho. Maria do Carmo Aguiar foi assassinada pelo próprio filho de 15 anos. Reginaldo das Neves, 19 anos, foi vítima de arma de fogo.
Foi registrado, ainda, no IML, um caso de suicídio por enforcamento.

Maranhense de 22 anos é vítima da violência em SP

Renato Gomes Ferraz estava em uma Fiorino branca, quando foi morto por um PM.


Renato Gomes Ferraz, de 22 anos, morto em São Paulo. Foto: Divulgação.
SÃO LUÍS – Um jovem maranhense, de 22 anos, foi morto em São Paulo, vítima da mesma violência que já matou mais de 50 pessoas em uma semana, treze somente na madrugada desde domingo (11). O caso aconteceu na última semana, em um cruzamento em São Mateus, Zona Leste da capital paulistana. Renato Gomes Ferraz nasceu em Cururupu e trabalhava com entregas há alguns anos com o cunhado, Jeferson de Oliveira. Os dois estavam em um veículo Fiorino, de cor branca, quando foram mortos por um policial militar.
O tio da vítima maranhense, identificado como Ivaldo Silva Reis, falou sobre o caso ao programa Domingo Mirante, da rádio Mirante AM, na manhã deste domingo. "É triste demais. Só quem passa é que sabe. Dói demais um negócio desse", afirmou – ouça a entrevista completa no player localizado no início da reportagem. Segundo o parente de Renato Ferraz, ele era casado e a esposa está grávida de quatro meses.
Caso aconteceu em cruzamento na Zona Leste de São Paulo. Foto: Reprodução/TV Globo.
O policial militar afirmou que seguia, com a esposa e filho, de carro quando percebeu que estava sendo seguido por uma moto. Na sequência, foi fechado pela Fiorino de Jeferson e Renato. Ao se assustar, ele teria pensando que era mais um ataque e atirou de dentro do carro contra os dois ocupantes do veículo. A versão de uma testemunha, entretanto, confronta as informações repassadas pelo policial. O policial militar foi preso em flagrante. O caso foi destaque na edição desse sábado (10) do Jornal Nacional, da TV Globo.
O corpo permanece no Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo e deve ser transferido, nas próximas horas, para São Luís. O velório e enterro, segundo a família, ocorrerão na cidade de Cururupu, a 465 km da capital maranhense.

Situação de hospitais Socorrão I e II é investigada pelo MPE

Nesta semana, Vigilância Sanitária encaminha relatório de vistorias ao Ministério Público.
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Foto: Arquivo/Flora Dolores/O Estado
SÃO LUÍS – A Vigilância Sanitária encaminha, nesta semana, ao Ministério Público o relatório das vistorias nos hospitais municipais Djalma Marques (Socorrão I) e Clementino Moura (Socorrão II), feitas na semana passada. Mesmo com diversos problemas, de acordo com a Vigilância Sanitária, os dois principais hospitais urgência e emergência não serão interditados. A alegação é de que não há para onde levar os pacientes.
Falta de material hospitalar, de medicamentos como psicotrópicos e antibióticos, falta de alimento adequado para os pacientes, alimentos sendo acondicionados de forma irregular, mofo na sala de conservação dos alimentos foram alguns dos problemas identificados. Além disso, também, foram identificadas péssimas condições de trabalho na cozinha do hospital, funcionários trabalhando de chinelo, infiltração nas pias e falta de refeição adequada para funcionários e pacientes.
Agora, a situação da saúde pública chega ao Ministério Público Estadual (MPE). Segundo o MPE, já existem vários inquéritos civis instaurados para apurar as condições sanitárias e administrativas dos hospitais da rede municipal de São Luís. Algumas ações tramitam na Justiça. De acordo com o promotor de Saúde, Herbert Figueiredo, o grande problema é a alta demanda dos dois hospitais. "A situação dos Socorrões I e II já é objeto de investigação há muito tempo, desde 2003, para se ter uma ideia. O que ocorre, hoje, nesses locais de emergência, é que eles não têm estrutura para atender à demanda que eles atendem atualmente, principalmente, considerando 60% da demanda que ocorre do interior do Estado, agravado pela situação de que os hospitais não recebem uma manutenção preventiva periódica. Isso compromete, ainda mais, o atendimento", disse em entrevista ao Imirante nesta segunda-feira (12).
Herbert Figueiredo explica que a promotoria vai acionar o prefeito eleito para a próxima gestão, Edivaldo Holanda Jr., para avaliar a interdição de um dos hospitais ou adoção de medidas para solucionar o problema. "Nós não temos, em verdade, um hospital, hoje, estruturado para realizar os serviços de urgência e emergência na capital. O que nós temos são estruturas acanhadas, construídas há mais de 20 anos, quando São Luís tinha 400 mil habitantes. A cidade está crescendo e você não tem um planejamento de saúde pública para a capital", afirma. "A questão de que os hospitais não podem ser interditados eu vejo com um pouco de reserva, porque a gente já procedeu com essa medida uma vez. Não foi judicial, mas administrativa", completa o promotor.
Os dois hospitais, também, foram alvo de fiscalização da Comissão Nacional de Defesa dos Direitos Humanos.