
Maconha apreendida durante ação. O acusado e os policias
Uma ação de policiais militares da cidade de Governador Archer
apreendeu 51 quilos de maconha, distribuídos em 59 tabletes, que
estariam sendo transportados para a cidade de Codó.
A apreensão ocorreu nesta sexta-feira (9) em abordagens da PM
realizadas no Povoado Barreiras, município de Dom Pedro, a 17
quilômetros de Governador Archer.
A PM conseguiu localizar a droga durante rondas realizadas na região.
De acordo com a Polícia Militar, um veículo Fiat Uno com placa da
cidade de Timbiras apresentava problemas nos faróis traseiros e
dianteiros, o que despertou a atenção dos policiais.
Em revista no veículo, foram encontrados 17 tabletes de maconha
dentro de um recipiente utilizado para transportar frutas e verduras que
se encontravam no banco traseiro do carro. No porta-malas foram
localizados os demais tabletes.
O condutor do veículo, identificado por Carlito Pereira, de 44 anos, também foi preso.
Em depoimento à polícia ele relatou que estaria trazendo a droga da
cidade de Barra do Corda e levando para distribuição no município de
Codó. A droga foi comprada na Aldeia indígena Canaã, no município de
Genipapo dos Vieiras.
Todo o entorpecente apreendido e o acusado foram levados para a
Delegacia Regional de Presidente Dutra, onde seriam lavrados os
procedimentos pela delegada Karla Simone Barbosa Saraiva.
Efeitos da droga

Segundo
matéria publicada pela revista Veja, em recente edição, a ciência vem
produzindo provas de que o consumo da cannabis – maconha – faz muito mal
para o usuário crônico (quem fuma um cigarro por semana durante um
ano).
E se o consumo for na adolescência as consequências são piores e se arrastarão para o resto da vida.
Estudos de treze renomadas instituições de pesquisas, entre elas as
universidades de Duke, EUA e de Otago, Nova Zelândia, os pesquisadores
acompanharam 1.000 voluntários durante 25 anos.
Eles começaram a ser estudados a partir dos 13 anos, em dois grupos: fumantes e não fumantes de maconha.
Ao compararem os grupos ficou clara a questão do dano à saúde dos
adolescentes usuários de maconha que mantiveram o hábito até a idade
adulta, como: queda significativa no desempenho intelectual e baixo
rendimentos em testes de memória, concentração e raciocínio rápido.
- Se o usuário crônico acha que está bem, a ciência mostra que
ele poderia estar muito melhor sem a droga. A maconha priva a pessoa de
atingir todo o potência de sua capacidade – afirma um dos mais
respeitados estudiosos no assunto, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da
Universidade Federal de São Paulo.
Com mais de 220 milhões de usuários no mundo, a maconha é
internacionalmente a droga ilícita mais popular, sendo que cerca de 60%
dos usuários são adolescentes. Quanto mais precoce for o consumo maior o
comprometimento cerebral.
Um dos argumentos para a legalização da maconha é que se ela for
vendida legalmente a mesma seria cultivada dentro da lei e
industrializada.
Haveria aumento de oferta e os preços cairiam. Já os traficantes
seriam ignorados e perderiam a sua ‘utilidade’, levando consigo os
roubos, assassinatos, corrupção policial que a repressão à maconha
provoca. Porém, é valido lembrar que traficante não vende só maconha.
É imprescindível que as evidências científicas sobre os
incontestáveis danos da maconha a saúde sejam levados em conta na hora
de se discutir a legalização da mesma no Brasil, pois a população só tem
a ganhar com isso.