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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Chuvas agravam situação de caos em Paço do Lumiar

“Estamos esquecidos aqui”. O desabafo de Domingos Campos Costa Ferreira, morador há 12 anos da Rua 7, do Loteamento Jaguarema, em Paço do Lumiar, traduz a indignação de quem vive no do município da área metropolitana de São Luís. Domingos convive, há mais de uma década, com a precária infra-estrutura do município, que tem se deteriorado na atual administração da prefeita Bia Venâncio. Há poucos metros da porta da casa de Domingos, a água suja e fétida do esgoto estourado é o retrato da situação de abandono da área. Com a forte chuva de ontem (16), o grande volume de água por pouco não invadiu sua residência. “Esse esgoto estourado está assim há muito tempo”, desabafou o morador.
Mas este não é a principal reclamação dos moradores. Lama, buracos, asfalto danificado, muito lixo, tudo isso é visto em várias ruas da área próxima ao Maiobão, bairro que abriga grande parte da população do município e onde há grande concentração comercial.
Foto: G. Ferreira
Lama, buracos e lixo causam martírio diário a moradores de Paço do Lumiar
Leila Cristina Santos Sousa, proprietária de uma padaria, localizada em frente à casa que mora com o marido Luís Carlos Lopes Santos e os dois filhos pequenos, sabe que a falta de infra-estrutura da Rua 13 tem contribuído com a queda da clientela.
“Nós perdemos muitos clientes que não querem passar com seus carros pela rua, que é cheia de lama e buracos”, contou Leila. O problema da rua já foi comunicado à Prefeitura Municipal, mas a comerciante e os vizinhos cansaram-se da falta de providências. A alternativa foi unir forças e colocar a mão na massa. “A gente quer ver a situação da nossa rua melhorar. Já chegamos a nos juntar e colocar piçarra para ver se impedimos que a água suja passe na nossa porta. Agora nós vamos construir uma calçada e colocar cimento na parte da rua”, afirmou Leila Cristina, sem esperança de que os órgãos públicos possam colocar um fim no problema que já dura há anos.
Na Avenida 7 do Maiobão, é quase impossível trafegar com veículos e, até mesmo, a pé. Há menos de 100 metros, dois bueiros derramam água de esgoto que se mistura a lama espalhada em toda via.
A bicicleta de Oton Ribeiro Costa é quase impedida de seguir viagem. “Moro na Avenida Contorno Norte, aqui do lado, mas chegar do outro lado tenho que dar uma volta ainda maior porque aqui na Avenida 7 é impossível passar de bicicleta”, disse Oton ao JP.
Sobre a situação da via que está precária há anos ele disse: “A administração pública de Paço Lumiar foi a pior de todos os tempos. Nós queremos soluções, melhora, mas a prefeita Bia Venâncio parece não estar nem aí.”.
Assaltos constantes - O JP constatou que várias ruas do Maiobão e bairros vizinhos na mesma situação de abandono. Na Avenida Contorno Oeste, a lama toma conta de tudo.
O ponto de ônibus, por sua vez, não conta com abrigo ou sinalização: a solução é esperar os coletivos embaixo de chuva.
A falta de policiamento na área também tem deixado a população aflita. Uma comerciante, que preferiu ter a identidade preservada, contou que já foi assaltada diante de sua loja.
Segundo ela, depois do meio-dia a avenida fica deserta, e os moradores e comerciantes têm medo de colocar os pés na rua. “Após o horário do almoço, só reabrimos a partir das 16h, porque é menos deserto. Antes disso, é muito perigoso para trabalhar”.
A autônoma Socorro Silva, moradora da Rua 3, na Vila Cafeteira, também cobra melhorias não só de infraestrutura, como também na segurança. Segundo ela, o policiamento da Ronda da Comunidade não realiza patrulhamento no bairro, restringindo-se apenas ao Maiobão.
Algumas vezes ligou para o telefone do policiamento da área, mas não teve êxito. “Liguei algumas vezes, pedindo que viessem aqui, pois ficamos sabendo que uma casa tinha sido invadida, mas eles não apareceram”, disse a moradora.

Lavrador é achado morto em área da Caema no Porto do Mocajituba

O lavrador José Fernando Nascimento de Souza, de 33 anos, conhecido como “Cabeludo”, foi encontrado morto, por volta das 7h30 de ontem (16), em uma área pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), no Porto do Mocajituba (Maioba). A vítima era natural da cidade de Araioses e teve a cabeça aberta por um violento golpe, que pode ter sido aplicado com uso de facão ou outro objeto cortante.
De acordo com Egídio Luís dos Reis Filho, de 65 anos, tio de “Cabeludo”, a vítima estava na cidade a cerca de um ano, morando sozinho no Cumbique, e fazia viagens constantes para o povoado de João Peres (Araioses), onde deixou a mulher e um casal de filhos. Segundo Egídio, a última vez que viu José Fernando foi no sábado (14). “Ele parou lá em casa, falou comigo e com minha mulher, depois disso não o vimos mais”, disse.
Foto: G. Ferreira
Populares observam o corpo de José Fernando, morto na área da Caema
Populares informaram à polícia que, a cerca de dois meses, José Fernando havia brigado com dois homens, o que pode ter motivado o crime. Entretanto, também foi constatado que a bermuda da vítima foi levada, o que coloca em suspeita a possibilidade de latrocínio.
Moradores da região afirmaram ainda à polícia que José Fernando foi visto pela última vez, por volta das 23h de domingo, caminhando em direção ao local onde seu corpo foi encontrado, conhecido como “Bacia”, pois lá é despejado o esgoto vindo do Maiobão. Na ocasião, a vítima estaria retornando de um festejo que acontecia naquela localidade.
Policiais das viaturas 0981 e 0932, do 6° Batalhão da Polícia Militar (BPM), trabalharam no local fazendo o isolamento da área. Diante da violência do ferimento, a polícia acredita que o autor do crime tenha usado um facão tipo patacho, foice ou machado para matar o lavrador. A camisa usada pela vítima foi encontrada dentro de uma caixa de esgoto.

7 homicídios no fim de semana em SL

O Instituto Médico Legal (IML) registrou, na região metropolitana de São Luís, a ocorrência de sete homicídios durante o último fim de semana, período que compreende entre a noite de sexta-feira (13) e a madrugada de ontem (16). De acordo com as anotações do livro do IML, todos os assassinatos foram praticados com uso de arma de fogo.
Leudo Soares Rodrigues, de 32 anos, foi morto quando estava na porta de sua residência, na Rua Jatobá, no Residencial Pirâmide. De acordo com o IML, ele foi vítima de uma emboscada. Leudo era conhecido por comandar o tráfico de drogas naquela localidade, além de realizar assaltos a residências e casas lotéricas. Segundo a polícia, ele havia cumprido pena na Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) por assaltos à mão armada.
Raimundo de Jesus Reis Barbosa, de 22 anos, assassinado com três tiros em sua casa, na Travessa da Pocinha, na região do Coroadinho, foi outra vítima da violência na noite de sexta-feira (13). Segundo populares, a vítima foi abordada por homens armados que dispararam vários tiros contra ela, que foi atingida nas costas e pescoço.
Na noite de sábado (14), Israel Ferreira Santos, de 29 anos, foi morto com três tiros, na avenida principal do município de Raposa. O autor do crime não foi identificado. A Polícia Civil acredita que Israel, conhecido como “Isa”, pode ter sido vítima de um acerto de contas. Ele residia na Rua 7, no Bairro do São Francisco, e seria o homem que matou Cleiton Cardoso Martins, de 28 anos, na madrugada do dia 28, do mês passado, na Rua 13 de Maio, no Bairro da Ilhinha.
Raílson Nascimento Torres, de 21 anos, conhecido como “Beijinho”, foi morto a tiros na madrugada de domingo (15). O crime aconteceu na Travessa São José, na Ilhinha, próximo de onde a vítima morava. A Polícia Civil não conseguiu identificar o autor do crime, mas acredita que Raílson foi morto por conflitos com traficantes ou com grupos rivais.
Foi informado que Beijinho era conhecido da polícia, por ser suspeito de comandar vários assaltos a coletivos e pedestres, e ainda de estar envolvido em um latrocínio (roubo seguido de morte), ocorrido há quatro anos, na Ilhinha, tendo como vítima um motorista da empresa Skol. Em 2011, ele foi condenado à prisão pela Justiça por assaltos à mão armada.
Na noite de domingo (15), mais dois jovens foram mortos. Diego Vinícius Mendes de Souza, de 22 anos, baleado na Alemanha, foi socorrido, mas não resistiu às gravidades dos ferimentos após dar entrada no Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão 1). Ele residia na Rua Fulgêncio Pinto, n° 30, no Bairro da Alemanha. Jocivaldo Ferreira Lima, 26, foi morto a tiros, por volta das 22h, no Bairro do Coroado. Ele ainda foi levado para o Socorrão 1, mas morreu ao receber atendimento médico. Outra vítima da violência, na madrugada de ontem (16), foi Cledson Simão Silva, 35, assassinado na Vila Embratel, por desconhecidos. Ele residia na Rua 11, casa 20, no Maiobão – município de Paço do Lumiar.
Outro homicídio – Na manhã de ontem, por volta das 7h30, populares encontraram o corpo do lavrador José Fernando Nascimento de Souza, de 33 anos, conhecido como “Cabeludo”, no Porto do Mocajituba, na Maioba. A vítima teve a cabeça aberta por um golpe possivelmente feito por arma branca. Com a morte do lavrador, sobe para 28 o número de homicídios nos primeiros 15 dias do mês de janeiro, na região metropolitana de São Luís.

Blitz Urbana cadastra e fixa placas em terrenos baldios

Os avisos são para alertar os proprietários sobre processo de desapropriação.

SÃO LUÍS - Equipes de fiscalização da Blitz Urbana de São Luís realizam uma operação para cadastramento e fixação de placas em terrenos baldios irregulares. Os avisos são para alertar os proprietários sobre processo de desapropriação, caso eles não cumpram a lei de muros e calçadas.

A lei penaliza os donos de terrenos que, por não possuírem muros, facilitam o despejo de lixo e entulho na área desprotegida. Assista à reportagem de Douglas Pinto, da TV Mirante.

Após chuvas, postes ameçam cair na cidade de Caxias

As chuvas nos últimos dias causaram muitos transtornos no município maranhense.

CAXIAS - As chuvas nos últimos dias causaram muitos transtornos em Caxias. Além de árvores e painéis derrubados pelos fortes ventos, vários postes da rede de energia elétrica inclinaram e ameaçam cair. Assista à reportagem de Cíntia Moura, da TV Mirante.

Abertas inscrições para comissão julgadora do carnaval

Interessados devem enviar até o dia 7 de fevereiro currículo para a Func.

SÃO LUÍS - Já estão abertas as inscrições do processo seletivo para a escolha de profissionais que deverão compor a comissão julgadora dos desfiles oficiais de carnaval - Blocos Tradicionais, Blocos Organizados e Escolas de Samba -, que ocorrerão entre os dias 17 e 21 de fevereiro, na Passarela do Samba (Anel Viário).

O seletivo é direcionado a profissionais da área de Música, Dança, Artes Plásticas, Artes Cênicas, História, Ciências Sociais, Artes Visuais, Arquitetura, Letras, Designer, Moda, Comunicação Social, Antropologia e Filosofia.

As inscrições estão dividas em três módulos – dança,musical/textual e visual -, onde serão exigidos os seguintes requisitos: 1) Julgador Módulo Dança - Ensino Técnico; 2) Julgador Módulo Musical/Textual - Ensino Superior Completo, Especialista ou Técnico com formação em escola de música ouconservatório; 3) Julgador Módulo Visual - Ensino Superior Completo.

Os interessados devem enviar até o dia 7 de fevereiro, currículo resumido e comprovado à Coordenação de Eventos Comunitários da Fundação Municipal de Cultura (Func), desegunda à quinta-feira, das 14h às 18h; e, nas sextas, das 9h às 13h.

Além disso, também deverão obedecer a outros critérios, como: comprovação de serbrasileiro, nato ou naturalizado; ter, no mínimo, 25 e, no máximo, 65 anos completos no último dia da inscrição; comprovar experiência na área de atuação específica e profissional de, pelo menos, dois anos; estar disponível na data horário e local pré-estabelecido pela Comissão de Carnaval; e, não ter participado da Comissão Julgadora dos desfiles de 2011, em igual seguimento. Os candidatos selecionados receberão um cachê de R$ 400,00 por dia trabalhado.

A Func fica localizada na Rua Isaac Martins, 141 – Centro (em frente à Fonte doRibeirão). O edital do seletivo está disponível no Blog da Func, pelo endereço:www.funcsl.wordpress.com.

Agências bancárias começam a ser fiscalizadas

Objetivos é verificar se bancos estão respeitando lei que determina tempo máximo de espera.

SÃO LUÍS - A defesa de um direito do consumidor que, há muito tempo, é desrespeitada: agências bancárias de São Luís, Balsas e Caxias começaram a ser fiscalizadas pelo Procon e pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Cidadania. Um dos objetivos da "Operação Paciência" é verificar se os bancos estão respeitando a lei que determina o tempo máximo de espera de 30 minutos nas filas.