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segunda-feira, 14 de maio de 2012

PM prende reincidente em crime de tráfico em Codó

Foram 13 papelotes de maconha encontrados na residência de Francisco das Chagas Alves.
 
Cabo Manoel Félix e o material apreendido

CODÓ - Francisco das Chagas Alves da Silva, de 28 anos, foi denunciado por tráfico na manhã do sábado (12), à Polícia Militar (PM) pelos vizinhos da rua Imperatriz Leopoldina, próximo à lagoa da Trizidela. Quando os policiais chegaram ao local, ele fugiu, mas os soldados não desistiram de sua prisão.
Para prendê-lo, os policiais militares se esconderam na vizinhança e esperaram o retorno de Francisco, quando isso ocorreu eles puderam detê-lo, ainda pela manhã. Ao vistoriar a casa, comprovaram a denúncia.
Foram 13 papelotes de maconha encontrados na residência. Os militares, também, apreenderam uma moto, duas bicicletas e um aparelho de som, que acreditam serem frutos da comercialização da droga que, segundo os denunciantes, era intensa na área.
“Ele nega que a droga seja dele, mas encontramos na casa dele, com a apreensão de alguns veículos, tudo leva a crer que ele é o dono da boca de fumo”, explicou o cabo Manoel Félix.
Francisco negou que seja o dono da droga, mas não disse quem é o proprietário de tudo que os soldados apresentaram na delegacia. Ele já esteve preso por tráfico e vai ficar a disposição da Justiça, mais uma vez, na delegacia de Codó.

Polícia prende suspeitos de assalto após perseguição

A vítima teria sido baleada antes de ter o veículo levado. O crime aconteceu no bairro Calhau

SÃO LUÍS - Quatro homens foram presos sob a suspeita de terem roubado um veículo azul, modelo Focus, na tarde deste domingo (13), nas proximidades do Shopping do Automóvel, no bairro Calhau.
Durante o assalto, a vítima teria sido baleada antes de ter o carro levado.
Quando os suspeitos chegaram ao bairro da Cohama, uma viatura do Batalhão de Choque da Polícia Militar teria cruzado com o grupo, próximo ao Supermercado Mateus, na Avenida Daniel de La Touche, o que teria resultado em uma perseguição.
Um dos suspeitos foi ferido e levado para o hospital e os demais encaminhados ao Plantão Central do Cohatrac.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Polícia Civil prende acusados da morte de mulher


Policiais civis da Delegacia Regional de Imperatriz, comandados pelo próprio delegado regional, Assis Ramos, agiram rápido e já elucidaram o crime de que foi vítima Sandra Feitosa Sousa, 29 anos.
A jovem foi encontrada morte por vizinhos, por volta de 5 horas dessa quinta-feira (10), na casa onde morava sozinha na Rua C, bairro Santa Rita.
O primeiro a ser preso foi Eduardo Aurélio Teixeira de Melo, 20 anos, também conhecido por “Sopão”, fato ocorrido no fim da manhã. O segundo envolvido no crime, identificado por Glelson Queiroz Sousa, vulgo “Maninho”, 22 anos, é morador do bairro Novo Horizonte.
Eduardo Aurélio Teixeira, o “Sopão”, é primo de Sandra e foi criado pela avó, que também é avó da vítima. Quando foi preso, “Sopão” acusou Glelson Queiroz Sousa e outro comparsa, cujo nome não foi informado, de terem sido os autores da morte de Sandra.
Ele teria dado a “parada” para Glelson, que teria ido até a casa da jovem para roubar um notebook. Sandra teria reagido e ele e o comparsa a mataram a golpes de tamborete. Segundo “Sopão”, “Maninho” e o seu comparsa, quando chegaram de volta da casa de Sandra, disseram para ele que ela teria reagido e eles foram obrigados a matá-la.
De acordo com o que foi apurado, o crime teria acontecido no quarto de Sandra e o corpo foi arrastado para o banheiro, onde foi encontrado.
Ontem, os policiais passaram toda a tarde diligenciando para tentar recuperar o notebook roubado, o qual, segundo “Sopão”, teria sido trocado por droga em uma boca de fumo na Vila Macedo. Quem teria ficado com o notebook é um elemento apelidado de “Catatau”.
“Maninho” negou envolvimento no crime e disse que quando encontrou “Sopão”, este já estava com o notebook. “Sopão” diz justamente ao contrário. Ele afirmou que a bolsa que conduzia quando saiu da casa de Sandra continha roupas que ele vendeu mais tarde.
“Maninho” confirmou que passou o resto da noite bebendo e consumindo crack junto com “Sopão” na casa de um amigo dele, que a polícia acha que é o terceiro elemento envolvido no crime.
Eduardo Aurélio Teixeira de Melo, o “Sopão”, e Glelson Queiroz Sousa, o “Maninho”, foram autuados em flagrante delito por latrocínio (roubo seguido de morte), que prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão em regime fechado.
O corpo de Sandra, que está sendo velado na casa da mãe, na Avenida Industrial, bairro Santa Rita, será sepultado hoje.

Estudante esfaqueia aluno dentro da escola em Santa Quitéria do Maranhão

Por volta das 8h da manhã desta sexta-feira, um aluno foi esfaqueado por outro estudante na escola estadual Jerônimo Pinheiro no município de Santa Quitéria.

Segundo a Polícia Militar, o suspeito Abrão Caldas Leitão, 19 anos esfaqueou o estudante, Bruno de Sousa Martins, 20 anos. A policia acredita que o crime pode ter sido motivado por vingança.
Este foi o segundo homicídio registrado na cidade em menos de 24 horas. Um homem foi assassinado com três tiros durante a madrugada.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Filas e confusão no último dia para eleitores regularizarem situação

O eleitor que deixou para fazer seu título, regularizar o documento ou transferir o domicílio eleitoral, no último dia, enfrentou ontem filas quilométricas, calor, sol forte e muita confusão. Na capital, o entorno da sede do Tribunal Regional Eleitoral, situado no Anel Viário, foi tomado pelas extensas filas, que começaram a se formar ainda na madrugada. No município de Paço do Lumiar, em frente ao Fórum Eleitoral Desembargador João Miranda Sobrinho, foi necessário chamar o reforço das polícias Militar e Federal, em decorrência do aglomerado de pessoas que se formou diante do órgão.
Há um ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cancelou mais de 54 mil títulos eleitorais no Maranhão, de eleitores que não votaram nas eleições de 2006, 2008 e 2010. Só em São Luís foram mais de 13 mil títulos cancelados. Segundo Juliano Cassas, coordenador da Central de Atendimento do TRE-MA, na capital maranhense, os serviços mais procurados têm sido a inscrição eleitoral e a transferência de domicílio. Ele relatou que somente na terça-feira (8), aproximadamente 2 mil eleitores passaram pelo órgão.
Foto: G. Ferreira
Havia muita gente ontem, dentro e fora dos cartórios eleitorais
“Temos certeza de que, pelo fato de hoje ser o último dia, esse número vai facilmente ser ultrapassado. Na terça-feira o atendimento foi até 20h, quando deveria ter sido encerrado às 19h”, disse Juliano Cassas.
Ontem, em São Luís, havia 30 balcões de atendimento na parte inferior do prédio do TRE e mais 10 na parte superior, para atendimento preferencial.
Para garantir o acesso aos serviços a todos os eleitores, o TRE funcionou em regime de plantão. As senhas foram distribuídas até as 19h, e os cadastros foram feitos até as 23h59.
O nosso maior problema verificado entre os eleitores foi a desinformação, pois muita gente não sabia quais os documentos necessários para sua solicitação e isso gerou demora nos procedimentos.
Última hora – A gerente comercial Adriana Ribeiro, 27 anos, disse que, devido à correria no trabalho, acabou deixando a transferência do título eleitoral para a última hora. Ela contou que apesar de ter saído de casa por volta de 6h30, não conseguiu ser uma das primeiras da fila, que já era extensa quando chegou.
A eleitora explicou que é natural do município de São Domingos do Maranhão, mas que já reside na capital há muitos anos, e por isso decidiu mudar o domicílio eleitoral para São Luís, evitando o tumulto de viajar durante as eleições.
A estudante Katiane Costa, 17, informou que veio requerer junto ao TRE-MA a inscrição eleitoral, uma vez que deseja exercer sua cidadania nas próximas eleições. “Apesar do tumulto, do calor e do sol forte, não vou reclamar; afinal, somos os culpados por isso, por deixarmos tudo para última hora. Mas vou ficar até o final, pois quero ajudar a escolher os gestores da minha cidade”, disse ela.
Paço do Lumiar – No município de Paço do Lumiar, houve confusão, devido à demora no atendimento. A juíza da 93ª zona eleitoral, Rafaela Saif, informou que, devido ao intenso fluxo de pessoas dos municípios de Raposa e Paço do Lumiar, e da utilização do sistema de identificação biométrica, o atendimento se torna mais demorado, ocasionando filas.
Ela explicou que o serviço mais procurado foi o de regularização do título, oferecido para quem não votou em eleições anteriores. “A biometria passa por várias etapas, colheita da impressão digital, registro fotográfico, entre outras. Por isso, o atendimento é mais demorado”, disse a juíza.
Entre 400 e 500 pessoas foram atendidas nos últimos dias na zona eleitoral de Paço do Lumiar. O atendimento ontem seria feito até a meia-noite.
Sem atendimento preferencial – O tumulto na porta do Fórum Desembargador João Miranda Sobrinho deixou várias pessoas que por lei deveriam ter atendimento prioritário na fila de espera.
A dona de casa Leidiane da Silva Ramos, 17 anos, contou que ficou mais de três horas na fila com o filho de apenas cinco meses no colo.
A jovem, que aguardava do lado de fora do Fórum para realizar pela primeira vez a inscrição eleitoral, precisou a amamentar o bebê nos braços e em pé.
O aposentado Carlos Ribeiro, 67, também deveria ter atendimento preferencial. Porém, estava em pé há mais de duas horas sem conseguir ter acesso ao interior do cartório.
“Preciso da segunda via do meu título, mas por mais que eu peça para entrar e sentar os guardas não deixam. Na realidade, aqui não há filas, pois foi criado um ‘bolo’ aí na porta que não termina nunca e eu vou ficando para trás”, explicou o aposentado

Estelionatário é preso ao tentar vender terreno de ex-comandante da PM

O homem identificado como Marcelo Sodré de Sousa, de 27 anos, foi preso no final da tarde de terça-feira (8), em flagrante, ao tentar vender dois lotes de terras com uso de documentos falsos. Os terrenos pertencem ao ex-comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Antônio Pinheiro Filho.
Marcelo Sodré foi preso, no Bairro do Jardim Eldorado, por homens do Serviço de Inteligência da PM (SI-PM), que estavam investigando o caso, tendo em seguida sido conduzido para a Supervisão de Áreas Integradas de Segurança Pública (Saisp) Norte, situado na Avenida 7, no Habitacional Turu, próximo ao 7º Distrito Policial. Marcelo foi entregue ao delegado Carlos Alberto Damasceno, que preside o inquérito que trata dos casos de grilagens de terra na região metropolitana de São Luís, e apura o caso da quadrilha do ex-vereador Júnior do Mojó e do empresário Elias Orlando.
Segundo o delegado Carlos Alberto Damasceno, Marcelo teria notado que o terreno estava vazio e foi à Secretaria de Fazenda do Município solicitar o IPTU do local, depois ao cartório onde pediu informações sobre a área e, em posse da cópia da escritura, realizou falsificação de alguns documentos, comprovantes de residência, sendo um em nome de Daniel Ferreira de Melo. Depois criou uma procuração em que o dono das terras, coronel Pinheiro Filho, teria concedido a “Daniel” os direitos legais de vender o terreno e passar a documentação para o novo dono dos lotes.
O delegado contou que Marcelo Sousa contratou corretores para vender os lotes 11 e 12, da Travessa Coronel Eurípedes Bezerra, na quadra 12, pelo valor de R$ 350 mil; no entanto, um dos corretores ofereceu os lotes a uma pessoa conhecida do coronel Pinheiro Filho, que comunicou o fato ao militar e este repassou a situação à polícia.
Os homens do SI-PM efetuaram a prisão de Marcelo Sousa ao se passarem por compradores, quando o acusado mostrou a documentação das terras. Com ele, foi encontrada uma cópia da escritura da terra, uma procuração falsa expedida pelo Cartório Luís Corrêa, do Piauí, duas carteiras de identidades falsas em nome de Daniel Ferreira de Melo e de Manoel Eudes dos Santos Andrade, ambas com a fotografia do acusado, uma CNH original em nome de Marcelo Sousa, uma cédula de CNH sem dados do motorista que seria usada para criar um documento falso, vários comprovantes de residência falsificados.
Marcelo Sodré de Sousa foi encaminhado ao Centro de Triagem, em Pedrinhas. No entanto, pode ser solto mediante pagamento de fiança a ser arbitrada pelo juiz plantonista.
Outro caso – No centro de São Luís, nas proximidades da Caixa Econômica Federal, da Praça João Lisboa, outro homem acusado de estelionato foi capturado na manhã de ontem (9), por volta das 11h30. Irlande Silvino da Silva, de 30 anos, por investigadores do Serviço de Inteligência da Superintendência de Polícia Civil da Capital, após sair da agência bancária portando uma maleta com vários documentos e cartões do INSS falsificados. Em seguida, os policiais foram à casa do acusado, no Bairro do Parque Timbira, onde fizeram a apreensão de dois veículos, um Ford Fusion e um Honda Civic, que estão em nome de duas pessoas não identificadas.
Irlande Silvino foi conduzido para a Delegacia de Defraudações, no Bairro do São Francisco, e apresentado à delegada Ludimila de Jesus Pimenta Cruz. O acusado confessou, à delegada, ter falsificado os documentos; no entanto, ao ser preso tentou extorquir um dos investigadores.
Ele foi autuado em flagrante por portar apetrechos de falsificação, tentativa de estelionato e tentativa de corrupção ativa. Depois encaminhado ao Instituto de Identificação para averiguar se o nome dado aos policiais era verdadeiro. A polícia trabalha agora para saber se os veículos apreendidos foram comprados com documentos falsificados e quais golpes o acusado teria realizado mediante a falsificação de documentos.

Hemetério Weba volta a explicar envolvimento dele em CPI de 1999

O deputado Hemetério Weba (PV) voltou a ocupar a tribuna, nesta quarta-feira (9), para esclarecer o episódio da CPI do Crime Organizado, na qual o parlamentar foi convocado, e disse que o pronunciamento “foi para falar sobre o assunto do qual me imputaram em 1999 como quadrilheiro, como um dos maiores traficantes do Estado do Maranhão e tudo isso que eu passei na minha vida tem que ser esclarecido agora, porque o povo do Maranhão que não me conhece, às vezes, tem uma péssima imagem do deputado Hemetério, da pessoa do Hemetério, do homem que ocupou três mandatos de prefeito nesse Estado do Maranhão e dois de deputado estadual”.
O deputado afirmou que ficou calado um bom tempo porque naquela época não tinha voz e nem vez para utilizar a tribuna da Casa, para que aqui pudesse botar a limpo aquilo que aconteceu em 99. “Quando envolveram o meu nome naquele episódio, só fui envolvido porque denunciei bandidos daquela região onde eu morava. Em momento nenhum, no pronunciamento passado, fiz em nome desonra, disse apenas que nesta Casa está hoje ex-secretário de Segurança Pública e atual deputado estadual pelo Maranhão, e que ninguém mais do que ele poderia mostrar seus relatórios do que foi investigado da pessoa de Hemetério Weba”, explicou.
Hemetério Weba rebateu o colega Raimundo Cutrim (PSD), que em pronunciamento anterior negou que o tenha investigado, quando foi secretário de Segurança do Estado. O parlamentar do PV reafirmou que foi investigado pela Secretaria de Segurança e deu outros esclarecimentos a respeito do episódio.
“Pois é assim que muitas vezes as verdades que se publicam e que se falam nesse Estado do Maranhão, as calúnias quando se quer caluniar, porque ninguém sofreu mais do que eu, meus amigos e a minha família. Mas Deus me deu a tranquilidade de esperar por muito tempo e esse tempo chegou, muito embora atrasado, mas chegou esse tempo, e agora é que eu quero ver aqueles que tanto me acusaram de quadrilheiro”, desafiou.
Num longo pronunciamento, o deputado foi rebatendo a investigação feita pela CPI na época. “Agora eu não aceito mais triscar no nome do deputado Hemetério sem que haja provas contundentes. Não provas falsas e fictícias, e provas de quem já foi embora e não volta mais como aconteceu aqui. Agora este caso tem que ser elucidado realmente e tenho certeza que não só os casos que vêm acontecendo no Maranhão, pois está sendo bem investigado, está sendo bem conduzido pelo atual secretário de Segurança do Estado do Maranhão com a sua equipe, mas está levando as coisas de forma condigna e digna para não prejudicar pessoas inocentes”, garantiu.