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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

História de um hospital confiscado por Roseana

Quando esteve em Pinheiro, na campanha vitóriosa para o governo do Estado, Jackson Lago anunciou um dos seus compromissos para com a cidade e demais municípios da região: a construção de um Hospital de Urgencia e Emergencia da Baixada, a ser cosntruído em Pinheiro.
Não demorou muito, José Sarney e sua tropa de choque, formada também por magistrados do STF, inicia o processo de cassação do governador. Provas são forjadas e depoimentos comprados. A qualquer custo e a qualquer preço, Sarney queria dar um presente a sua filha Roseana Sarney, derrotada nas urnas: o governo do estado.
Antes de ser golpeado e absurdamente apeado do poder, o Governo Jackson Lago depositou R$ 10,6 milhões nas contas da prefeituta de Pinheiro, recursos totalmente garantidos pelo Tesouro Estadual, para a construção do Socorrão da Baixada, que teria, entre outros, 104 leitos de enfermaria, 10 leitos de UTI, quatro salas de cirurgia, 10 de consultas e 11 leitos de observação.
“A população não precisará ir mais para São Luís para receber atendimento de emergência e urgência. Teremos aqui um Socorrão com atendimento humanizado e mais próximo da população da Baixada”, disse o governador Jackson Lago ao assinar o convênio com a Prefeitura de Pinheiro, em uma solenidade que aconteceu na sede da prefeitura, acompanhado do prefeito Zé Arlindo Souza, do deputado estadual Penaldon Jorge, de secretários, de prefeitos da região, de várias outras autoridades e parte da população de Pinheiro..
O dinheiro para executar o projeto foi seqüestrado da conta da prefeitura, pela governadora Roseana Sarney. Ninguem sabe o que foi feito com esse dinheiro.
O Governo Jackson comprou a idéia do Socorrão da Baixada, depositou o dinheiro na conta da Prefeitura e o projeto estava em marca acelerada para acontecer, mas foi bruscamente interrompido. A esperança da região de ter seu hospital de Urgencia e Emergencia morreu. Os nossos conterraneos de Pinheiro e da Baixada continuam levados em ambulancias para morrerem nos corredores do Socorrão, em São Luis.

Três morrem nas últimas horas vítimas de acidente com moto

Dos cinco corpos que deram entrada nas últimas horas no Instituto Médico Legal (IML) de São Luís, três foram vítimas de acidentes de trânsito.
Jackson Luís Martins de 29 anos, que residia em São José de Ribamar; José Fernando Nascimento de 34 anos que era morador de Paço do Lumiar e Patrícia do Nascimento de 28 anos que veio do município de Vitorino Freire, morreram em decorrência de acidente de trânsito com moto.
Os outros dois corpos que deram entrada, o de Gilvan Jansen, 30 anos e Josias Santos Braga, 23 anos ainda não tem a causa da morte conhecida.

Homem é preso roubando moradores de condomínio fechado de SL

Foi preso na madrugada desta terça-feira (17) Anderson Roberto Rocha de 30 anos, fazendo um raspa em um condomínio fechado em São Luís.
Segundo informações da polícia, Anderson que mora no bairro do Turú, foi surpreendido por populares furtando objetos de moradores do condomínio Eco Parque I no bairro do Anil. Ele conseguiu passar pela guarita de segurança apenas usando um bom papo e sem portar arma de fogo. Anderson adentrou no local em um veículo Celta de cor cinza furtado por ele na última quinta-feira (11) no condomínio Arco Verde no bairro do Filipinho.
Por causa da chuva que caiu durante toda esta segunda na capital, havia faltado energia no condomínio, os moradores deixaram as janelas dos apartamentos abertas o que facilitou a entrada de Anderson nas residências. Ele chegou a furtar dezenas de objetos como celulares, bolsas, jóias, notebooks, dentre outros.
Anderson foi preso por volta das 3h da manhã e encaminhado para o Plantão da Rfssa na Beira Mar.

Grávida de quadrigêmeos pode ser uma farsa

Exame de ultrassom apontaria que não há gravidez - Rogério Marques/O Vale

A mulher de vestido longo que passou as últimas semanas dando entrevistas e posando para fotos exibindo a barriga que, segundo ela, abriga quatro bebês, pode não estar grávida. Uma reportagem do programa Domingo Espetacular, da TV Record, contestou a gravidez de Maria Verônica Santos, 25 anos, de Taubaté, no interior de São Paulo.
Foto: Rogério Marques/O Vale
Exame de ultrassom apontaria que não há gravidez
Segundo o obstetra, Wilson Vieira de Souza, o resultado de um exame ultrassom feito por Verônica em 30 de agosto aponta que ela não estaria grávida. "Eu nunca fiz atendimento de pré-natal de gravidez na paciente Maria Verônica", disse o médico ao repórter. "Nesse ultrassom não constava gravidez", afirmou. Ainda segundo o obstetra, se a paciente engravidasse após sua consulta, hoje ela estaria com uma gestação de quatro meses e não 35 semanas, como ela afirmou em entrevistas nas últimas semanas.
Procurada nesta manhã pela reportagem do Estado, Maria Verônica não atendeu a ligação. Um homem que se identificou como sendo seu marido, informou que ela não falaria com ninguém, que a partir de agora o contato será feito apenas pelo advogado da família. De acordo com ele, a mulher estaria negociando uma contraprova em outro programa de televisão. Questionado se o parto estaria confirmado para depois do dia 20 de janeiro, ele afirmou que o parto ainda não tem data e recusou-se a informar o local da cesárea. "Vocês ficarão sabendo", limitou-se a dizer, desligando o telefone.
O marido de Verônica afirma ter feito vasectomia logo após o nascimento do primeiro filho do casal. "Não quis falar porque eu confio nela", defende-se o marido que só agora comentou sobre a mulher não ter feito qualquer tratamento para engravidar, em entrevista à TV Record.
Segundo o advogado Marco Antônio Leite, a mulher está grávida e o parto está confirmado para depois do dia 20. "É o que está agendado pelo ginecologista dela, só se tiver alguma complicação", disse. Ele não soube informar o nome do médico que está cuidando de sua cliente. "Posso dizer que não é o que passou na entrevista ontem", rebateu.
Sobre o exame apresentado na reportagem da TV Record, comprovando que Verônica não estaria grávida, o advogado confirmou ter lido o documento pela reportagem, entretanto disse desconhecer a origem do documento. "Consta o nome dela, mas não sabemos de onde veio, não sabemos a fonte", afirmou.
A reportagem do Estado sugeriu ao advogado que Maria Verônica mostrasse a barriga comprovando que ela é real, mas ele disse tratar-se de uma privacidade da cliente e que isso será conversado entre eles ainda hoje.
"Isso aí tudo começou quando quiseram forçar para ela mostrar a barriga", criticou o advogado sobre o assédio da imprensa no caso.

Acusado de matar jovem no Coroado é preso e confessa o crime

Heliton Mendanha Mendes, conhecido como 'Louro', de 28 anos, foi preso na manhã de ontem (16), na casa de sua mãe, no Bairro do Coroado, acusado de matar, a tiros, o jovem Jocivaldo Ferreira Lima, 26, por volta das 22h, de domingo (16), naquela comunidade. A polícia chegou ao suspeito, após a apreensão do veículo dele, uma motocicleta, na madrugada de ontem, na Vila Luizão.
O jovem foi capturado por investigadores do 2° Distrito Policial (João Paulo) e do Departamento Estadual de Combate a Narcóticos (Denarc). De acordo com o delegado Gustavo Alencar, Louro confessou ter cometido o crime, mas alegou que matou por causa de uma briga de trânsito.
Em depoimento, Heliton disse que atropelou Jocivaldo – passou o pneu da moto por cima do pé da vítima, mas que teria pedido desculpa e foi agredido com uma tapa no rosto, motivo pelo qual atirou para o alto a fim de tentar se defender. Nesse momento, a vítima teria ido para cima do acusado com um revólver calibre 38, e Louro desferiu vários tiros, que matou o jovem e fugiu. 'Não acreditamos na versão relatada pelo suspeito. Acreditamos que o crime tenha sido praticado por outros motivos, por isso, estamos investigando o caso', destacou Gustavo Alencar.
O crime foi praticado com uso de uma pistola ponto 40, mas a arma não foi apreendida. O acusado confessou à polícia ter adquirido a pistola, em Belém do Pará, há três meses, e que teria se desfeito dela depois da morte de Jocivaldo. Louro foi autuado, em flagrante, por homicídio qualificado por motivo fútil, e depois encaminhado ao Centro de Triagem, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
De acordo com populares, no momento do crime, Heliton estava acompanhado de seu irmão, Edson Mendanha Mendes, conhecido como 'Cabeça'. E que seria este último quem estava pilotando a motocicleta de Louro, veículo no qual eles fugiram pelas ruas do Coroado, ainda com a arma em punho.
Histórico de crimes – Segundo a polícia, Louro e Cabeça são sobrinhos de dois traficantes bastante conhecidos na área do Coroado e da Jordoa, João Mendanha Mendes e Mário Silva Mendes Júnior, o 'Grilo'. Cabeça inclusive foi preso junto com Mário Júnior, no dia 17 do mês de junho, do ano passado, por homens do Serviço de Inteligência do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tendo sido autuado em flagrante por posse ilegal de arma e munições.
Louro, por sua vez, teve sua última prisão registrada no dia 19 de setembro, de 2008, na 2ª Travessa da União, casa 12, Jordoa, sob a acusação de comercializar drogas. Na ocasião, ele também foi capturado por investigadores do Denarc e tinha em seu poder 200 gramas de maconha, 600 gramas de merla, além de uma faca pequena. Helinton foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.
Ainda no histórico criminoso de Louro e Cabeça constam mais dois homicídios, cometidos também no Coroado, tendo como vítima dois irmãos moradores daquele bairro. No dia 9 de setembro, de 2009, eles mataram o marchante (distribuidor de carne bovina) Raimundo Ferreira Gomes Neto, de 37 anos, com um tiro de revólver na cabeça, por volta das 14h30.
Raimundo Ferreira Gomes Neto morava na Rua Dr. Carlos Macieira, localizada a cerca de 100 metros do local do homicídio. De acordo com moradores do Coroado, ele era irmão de um açougueiro conhecido como 'Batista', que trabalhava no Mercado Central, e que também foi assassinado pelos mesmos homens seis meses antes.

Comércio exterior maranhense passa dos US$ 9 bilhões em 2011

As empresas maranhenses nunca negociaram tanto no mercado externo quanto em 2011. Segundo dados divulgados ontem (16), pelo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), cerca de 9,32 bilhões de dólares em mercadorias foram exportados ou importados no estado, o que indica um crescimento de 38,47% no fluxo de mercadorias negociadas no mercado externo no ano passado.
Foto: Divulgação
As exportações feitas pela Alumar estão entre os fatores para o crescimento do comércio exterior
Tanto as vendas quanto as comprar feitas no exterior apresentaram resultado recorde em 2011. Cerca de 30 países importaram pouco mais de 3 bilhões de dólares em 2011, um recorde histórico: é a melhor marca desde que o Ministério passou a divulgar a balança comercial dos estados brasileiros, em 1998.
Os dados divulgados também mostram que as exportações do Maranhão cresceram quase seis vezes nos últimos 10 anos, saltando de 554,3 milhões de dólares em 2001 para 3,04 bilhões de dólares no ano passado. Já as importações cresceram 64,5% e atingiram 6,28 bilhões de dólares, um volume cerca de sete vezes maior do que o registrado em 2001.
Os fatores que explicam o recorde nas exportações registrado em 2011 foram a retomada da exportação de ferro gusa, a ampliação dos embarques de soja produzidos no sul do Maranhão e da alumina calcinada produzida pela Alumar, em São Luís, a melhoria do preço internacional das pelotas de minério de ferro e a entrada do ouro na pauta de exportação maranhense.
“Mesmo com a crise internacional do ano passado, tivemos melhoria na cotação internacional de alguns produtos, mudanças significativas nas estratégias de negócios de alguns dos exportadores maranhenses e países que vinham diminuindo as importações de produtos maranhenses voltaram a comprar mais, como é o caso dos Estados Unidos, do Canadá e Argentina. Estes fatores juntos explicam o recorde registrado em 2011”, explicou Cassiano Pereira, coordenador do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema).
A maior parte dos produtos exportados pelo estado é produzida pela indústria maranhense. Este é o caso do ferro gusa, da alumina calcinada e do ouro. Os dados mostram que cerca de 1,52 bilhão de dólares – ou seja, mais da metade do que é exportado – são referentes a produtos industrializados.
“Este é o segundo melhor resultado da história para a indústria exportadora. Só registramos volume maior de exportação em 2008, no auge do último ciclo de exuberância que tivemos antes do estouro da bolha imobiliária dos Estados Unidos. Na época a indústria exportou o equivalente a 1,69 bilhão de dólares. O bom resultado de 2011 mostra o retorno que a indústria maranhense pode dar a economia estadual”, observou o presidente da Fiema, Edilson Baldez das Neves.
Já no caso das importações, cerca de 85% do total registrado em 2011 é referente a importação de derivados de petróleo que serve para atender a demanda por combustíveis fósseis de todo o litoral norte do país.
Países – A China perdeu para os Estados Unidos o posto de principal cliente externo dos exportadores maranhenses. Segundo os dados divulgados ontem pelo MDIC, no ano passado os norte-americanos compraram 198 milhões de dólares a mais do que em 2010 e representam 14,77% das vendas exportações feitas pelas empresas maranhenses, enquanto os chineses compraram 197,5 milhões de dólares a menos e perderam a liderança em 2011.
Ao todo, os clientes norte-americanos compraram 449,9 milhões de dólares e consumiram alumínio e alumina produzida pelo Consórcio Alumar e ferro gusa produzido pelas sete guseiras que atuam no estado. Com isso os norte-americanos ampliaram o seu consumo de produtos produzidos no Maranhão em 79,1% no ano passado.
Ao mesmo tempo, a China que nos últimos três anos havia se tornado o principal cliente externo, reduziu as suas compras, caindo de 537,7 milhões de dólares em 2010 para 349,1 milhões de dólares no ano passado, o que significa uma redução de 36,7%. Os chineses compram principalmente soja e pelotas dos exportadores que atuam no Maranhão.
Entre as novidades estão a exportação de pouco mais de 5,4 milhões de dólares em produtos para Cuba e de 4,4 milhões de dólares para as Ilhas Virgens, ambos localizados no Caribe. Estes dois países não haviam registrado compras de produtos maranhenses em 2010.
Os Estados Unidos lideram o grupo dos países que aumentaram as suas compras de produtos maranhenses. Segundo os dados do MDIC, este grupo é formado por 17 países. Além dos norte-americanos, o Canadá, a Argentina, a Austria, a Islândia, a Coréia do Sul e a Noruega ganharam participações significativas na pauta de exportação maranhense.
O grupo dos países que aumentaram a importação de produtos maranhenses ainda inclui a Espanha, Suíça, o Reino Unido, Camarões, Bélgica, Hong Kong, Paraguai, Malásia, Além de Cuba e Ilhas Virgens. Juntos estes 18 países importaram 2,04 bilhões de dólares em produtos produzidos no Maranhão.
A China lidera o grupo formado por 12 países que reduziram suas compras no estado. Estão neste grupo também o Japão, que reduziu o consumo de produtos de exportação maranhenses em 33%, a Itália, cujas compras no mercado exportador do estado caiu 21,7%, além de Holanda, Austrália, México, Colômbia, Tailândia, França, Arábia Saudita, Indonésia e Alemanha. Este grupo de países importou cerca de um terço de tudo o que foi vendido por empresas maranhenses no mercado externo.

Chuvas agravam situação de caos em Paço do Lumiar

“Estamos esquecidos aqui”. O desabafo de Domingos Campos Costa Ferreira, morador há 12 anos da Rua 7, do Loteamento Jaguarema, em Paço do Lumiar, traduz a indignação de quem vive no do município da área metropolitana de São Luís. Domingos convive, há mais de uma década, com a precária infra-estrutura do município, que tem se deteriorado na atual administração da prefeita Bia Venâncio. Há poucos metros da porta da casa de Domingos, a água suja e fétida do esgoto estourado é o retrato da situação de abandono da área. Com a forte chuva de ontem (16), o grande volume de água por pouco não invadiu sua residência. “Esse esgoto estourado está assim há muito tempo”, desabafou o morador.
Mas este não é a principal reclamação dos moradores. Lama, buracos, asfalto danificado, muito lixo, tudo isso é visto em várias ruas da área próxima ao Maiobão, bairro que abriga grande parte da população do município e onde há grande concentração comercial.
Foto: G. Ferreira
Lama, buracos e lixo causam martírio diário a moradores de Paço do Lumiar
Leila Cristina Santos Sousa, proprietária de uma padaria, localizada em frente à casa que mora com o marido Luís Carlos Lopes Santos e os dois filhos pequenos, sabe que a falta de infra-estrutura da Rua 13 tem contribuído com a queda da clientela.
“Nós perdemos muitos clientes que não querem passar com seus carros pela rua, que é cheia de lama e buracos”, contou Leila. O problema da rua já foi comunicado à Prefeitura Municipal, mas a comerciante e os vizinhos cansaram-se da falta de providências. A alternativa foi unir forças e colocar a mão na massa. “A gente quer ver a situação da nossa rua melhorar. Já chegamos a nos juntar e colocar piçarra para ver se impedimos que a água suja passe na nossa porta. Agora nós vamos construir uma calçada e colocar cimento na parte da rua”, afirmou Leila Cristina, sem esperança de que os órgãos públicos possam colocar um fim no problema que já dura há anos.
Na Avenida 7 do Maiobão, é quase impossível trafegar com veículos e, até mesmo, a pé. Há menos de 100 metros, dois bueiros derramam água de esgoto que se mistura a lama espalhada em toda via.
A bicicleta de Oton Ribeiro Costa é quase impedida de seguir viagem. “Moro na Avenida Contorno Norte, aqui do lado, mas chegar do outro lado tenho que dar uma volta ainda maior porque aqui na Avenida 7 é impossível passar de bicicleta”, disse Oton ao JP.
Sobre a situação da via que está precária há anos ele disse: “A administração pública de Paço Lumiar foi a pior de todos os tempos. Nós queremos soluções, melhora, mas a prefeita Bia Venâncio parece não estar nem aí.”.
Assaltos constantes - O JP constatou que várias ruas do Maiobão e bairros vizinhos na mesma situação de abandono. Na Avenida Contorno Oeste, a lama toma conta de tudo.
O ponto de ônibus, por sua vez, não conta com abrigo ou sinalização: a solução é esperar os coletivos embaixo de chuva.
A falta de policiamento na área também tem deixado a população aflita. Uma comerciante, que preferiu ter a identidade preservada, contou que já foi assaltada diante de sua loja.
Segundo ela, depois do meio-dia a avenida fica deserta, e os moradores e comerciantes têm medo de colocar os pés na rua. “Após o horário do almoço, só reabrimos a partir das 16h, porque é menos deserto. Antes disso, é muito perigoso para trabalhar”.
A autônoma Socorro Silva, moradora da Rua 3, na Vila Cafeteira, também cobra melhorias não só de infraestrutura, como também na segurança. Segundo ela, o policiamento da Ronda da Comunidade não realiza patrulhamento no bairro, restringindo-se apenas ao Maiobão.
Algumas vezes ligou para o telefone do policiamento da área, mas não teve êxito. “Liguei algumas vezes, pedindo que viessem aqui, pois ficamos sabendo que uma casa tinha sido invadida, mas eles não apareceram”, disse a moradora.